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Doença Renal Crônica: o que é essa doença que afeta os cães?

Doença Renal Crônica: o que é essa doença que afeta os cães?

A doença renal crônica (DRC) se desenvolve de forma contínua e silenciosa, afetando principalmente os pacientes geriátricos. Em casos mais graves, a função renal se deteriora, deixando de atender as necessidades metabólicas e excretoras básicas, colocando a vida do pet em risco.

O diagnóstico precoce é o acompanhamento clínico são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos cães adoecidos.

A seguir, explicaremos melhor o que é a DRC e o que fazer para melhorar a qualidade de vida dos animais que têm a doença. Acompanhe!

Quais animais são predispostos à doença renal crônica?

A doença renal crônica é uma das principais causas de mortalidade de pets idosos, atingindo cerca de 10% dos indivíduos. Embora a idade média de diagnóstico seja 6,5 anos, 45% dos casos são relatados em cachorros com mais de 10 anos (Polzin et al., 1989).

Estudos mais recentes indicam que a idade média de diagnóstico gira em torno de 10,7 anos e que 80,6% dos casos ocorrem em cães de idade avançada (Perini-Perera et al., 2021).

A progressão da DRC não é conhecida, mas possíveis causas incluem hipertensão arterial, neoplasias e lesões renais. Além disso, os animais possuem menor quantidade de néfrons que outras espécies animais, justificando a grande incidência da doença.

Caráter genético

Raças como Cocker Spaniel, Lhasa Apso, Shih Tzu, Sharpei, Doberman, Samoieda e Beagle são mais predispostas a desenvolver a DRC.

Por isso, filhotes e jovens adultos dessas raças que apresentam atraso no desenvolvimento devem ir ao veterinário para uma avaliação. Também é necessário descobrir se os progenitores e os irmãos têm problemas renais, uma vez que a DRC tem forte componente genético.

Quais são os sintomas da doença renal crônica?

Os sintomas variam de acordo com o comprometimento dos rins e a presença de comorbidade como hipertensão e obesidade. No entanto, os sinais mais comuns são letargia, anorexia com perda acentuada de peso, desidratação, náuseas, vômitos, mucosas pálidas, estomatite, pelagem opaca e halitose.

Como é feito o diagnóstico da doença renal crônica?

O diagnóstico da doença renal crônica e a gravidade do quadro inclui a análise do perfil bioquímico, exame de urina, exames de imagem e mensuração da pressão sanguínea.

Para estabelecer o estadiamento para o pet, é preciso realizar ainda o IRIS (International Renal Interest Society) e assim determinar qual tratamento é o mais adequado.

Como os estágios da DRC são definidos?

A gravidade da doença é definida pelas concentrações séricas de creatina e SDMA (dimetil-arginina assimétrica) do animal estável, ou seja, quando está em repouso, hidratado e em jejum.

Essa análise é realizada em conjunto com exames complementares e com o histórico do animal.

Qual é o tratamento da doença renal crônica?

O tratamento tem o objetivo de reduzir a sobrecarga renal, aliviar dores e aumentar a sobrevida dos cachorros:

Hidratação

A fluidoterapia compensa a perda excessiva de fluidos, evitando a desidratação. O procedimento pode ser realizado pela via endovenosa ou pela subcutânea: a escolha dependerá do grau de desidratação e da idade do cão.

Terapia Medicamentosa

O tratamento medicamentoso varia de acordo com as necessidades de cada cachorro e pode ser modificado à medida que o animal melhora. Alguns dos fármacos mais utilizados são os seguintes:

  • Hidróxido de alumínio ou carbonato de cálcio para animais com hiperfosfatemia;
  • Bloqueador de canal de cálcio para animais com hipertensão persistente;
  • Bloqueador de receptor de angiotensina para animais proteinúricos;
  • Ácido acetilsalicílico se albumina sérica estiver muito baixa;
  • Bicarbonato de sódio para reduzir a acidose metabólica;
  • Inibidor de enzima para cães com pressão alta;
  • Eritropoetina para animais anêmicos.

Também pode ser necessário prescrever estimulantes de apetite, protetores gástricos e antieméticos.

Manejo nutricional

Para melhorar a qualidade de vida e aumentar a expectativa de vida do animal é necessário garantir a ingestão adequada de nutrientes. Por isso, a dieta precisa ter alto teor energético, proteínas de alto valor biológico, ômega-3, antioxidantes e restrição de fósforo e sódio.

Como você viu, tratamentos clínicos e nutricionais são primordiais para minimizar os sintomas da DRC. Também é necessário consultar o veterinário com frequência para realizar os ajustes necessários, priorizando a qualidade de vida do animal.

Quer continuar bem informado sobre o bem-estar animal? Então, continue lendo o blog da Ilumini Pet!

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